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Só mais uma brasileira. Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país. A meu pedido, Gisele enviou seu depoimento nesta sexta-feira e eu pedi autorização para poder reproduzí-lo aqui no Balaio. Tenho certeza de que esta comovente história com final feliz pode servir de estímulo e inspiração a outros jovens que vivem em dificuldades. Ricardo Kotscho Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais. Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha. Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar drogas. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos. Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave. Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir. Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero. A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento. As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública. Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção. Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico. Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver. Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida. Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil? Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância. Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo. A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas. Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos, como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito. Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos. Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar. Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto. Gisele Antunes Rodrigues http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/ |
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É ajudando os pequenos a crescer.  Tivemos a oportunidade de acompanhar um projeto chamado Dia de Granja, no Oeste Paranaense, promovido por uma grande empresa prestadora de serviços e produtos para a suinocultura. Um dos objetivos desse projeto era desinibir e motivar os funcionários de granja, com uma boa dose de dicas e conselhos no estilo auto-ajuda. Meses depois conferimos os resultados e eles foram surpreendentes (entre 20 e 30% de aumento de produção). Descobrimos que essa gente simples tem muito mais cérebro do que algumas pessoas querem acreditar. No final de um desses Dia de Granja uma senhora pediu a palavra e disse, mais ou menos o seguinte: - Quando seu João (o dono da granja) falou pra gente participar desse negócio, eu fiquei pensando que, com tanta coisa pra fazer, a gente só ia perder tempo. Olha seu moço, o senhor fez eu e muitos de nós pensar em coisas que a gente nunca tinha pensado. Perdemos um tempinho de nada perto do que agora a gente é capaz de pensar e fazer. Foi essa experiência que nos mostrou a necessidade de tratar melhor as pessoas simples e ajudá-las a conquistar um lugar mais digno na nossa sociedade. Esta é uma das razões de acreditarmos e repetirmos sempre que não é diminuindo os grandes que nos tornaremos maiores, é ajudando os pequenos a crescerem.
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conhecer todas as culturas do mundo sem soberba ou servidão.
Ser brasileiro (Ariane – Escreveu com 14 aninhos) Os Brasileiros têm a vantagem de serem todos em um só povo. De poder cantar um samba e sentir na batida a raça que deu origem à força brasileira. Ser Brasileiro é usar a delicadeza do branco, a sabedoria do índio e a determinação e coragem do negro. O Brasil é culturalmente o país mais rico do mundo. Nossa alegria, nossa capacidade, nossa energia... Ah! Como deu certo tanta mistura. A fusão das raças deu ao Brasil uma característica única, onde pode-se não ter cor definida, porque no sangue de todos correm todos os sangues juntos... Formando uma corrente de exclusividade, formando uma corrente de luta! Fazer parte deste país é fazer parte do lugar mais acolhedor do planeta, onde um japonês pode se sentir em casa e um africano pode ser brasileiro. O nome Brasil significa muito mais do que especificar um país. O nome Brasil significa muito mais que uma simples nação. O nome Brasil é muito mais do que todos podem imaginar... Nesta terra abençoada, onde a vida é animada e a tristeza um degrau. O nome “Brasil” significa mãe, pai, filho... irmão. Porque ser Brasileiro é especial, ser Brasileiro é saber e sentir no coração que somos o mundo todo dentro de um único país. Ser brasileiro é ser “gente” e não um simples “ser humano” em formação. Para o novo Brasil a palavra Brasileiro, com sufixo eiro que significa fazedor, é bem diferente de brasiliano, que deveria identificar as pessoas que apenas nasceram aqui. Brasileiro para nós são os fazedores, aqueles que trabalham pelo Brasil, com paixão, com orgulho, com alma de matriz. Pessoas com complexo de vira lata, que fazem parte das manadas idiotas dos festivais de rock, que adotam palavrinhas americanas como se isso as aumentassem, que só sabem criticar... fazem parte dos que chamamos de brasilianos. Apenas nasceram aqui. Por azar nosso e delas. Conheça aqui alguns desses brasilianos e brasileiros: http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw&feature=player_embedded -  mais do que nascer no Brasil, é fazer parte dos que constroem uma nação com alma de matriz. |
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Vertigem de altura.
 O mundo não deve nada aos sensatos. O excesso de sensatez anda muito próximo da covardia. Chamamos isso de vertigem de altura. Muitas pessoas, empresas, cidades, países, sofrem desse mal. Falta-lhes alma de matriz. Alguns exemplos bastante comuns: - Moradores de uma cidade que torcem para times de outra cidade, ou até de outros estados. É uma maneira infantil de fingir que está acima da “tribo” onde vive quando, na realidade, estão muito abaixo. Deveriam não só torcer, mas apoiar e participar do crescimento do time da sua cidade. - Pessoas que sofrem do complexo de Mônica Levinski (aquela estagiária do governo do Clinton). Para essas pessoas tudo que vem dos Estados Unidos é divino maravilhoso. Não perceberam, ainda, que, o que era considerado bom para os Estados Unidos, nunca foi bom para os outros países. E que hoje é péssimo até para o Tio Sam. - Outro recurso muito usado pelos colonizados é batizar com palavrinhas em inglês, lojas, produtos, serviços... Só falta falar fanho e mascar chiclete... Um grande professor norte americano e fanático pela nossa cultura, música, gente e belezas naturais, disse-me uma vez que o mal do brasileiro é a praga dessas macaquices. Normalmente aplaudem o que há de pior nos países que tentam copiar. Falta alma de matriz para muita gente que nasceu no Brasil. Sobra vertigem de altura. Medo de ser o que é e de se comprometer com a construção de um grande país. É preciso parar de torcer contra ou só criticar sem propor nenhuma idéia. Estamos vivendo um tempo de grandes mudanças. Quem não perceber isso vai ficar lá trás rosnando sozinho. saber que temos muito que aprender, que precisamos de bons exemplos e não de criticas, ironias e soberba. |
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Os alegres e estranhos perdedores Jamais vi um clube de futebol indo para a terceira divisão tranqüilo e feliz. Também nunca vi um lutador de box indo alegre para o último round de uma luta que só apanhou. Vejo o Serra mantendo o mesmo “sorriso de cordinha”, as 4 empresas de comunicação que o apóiam com os mesmos argumentos do início da campanha e os políticos da coligação com aquela cara de “não tou nem aí”... Não é estranho? Algo há! Seria um inusitado espírito esportivo? Ou a estupidez de um golpe bem conspirado? O neoliberalismo está se reestruturando no mundo depois de socializar o dinheiro público (dos pobres) de seus países. Será que é isso que estão esperando que aconteça aqui? Lembre-se que as 4 empresas sempre estiveram do lado do capitalismo animal. Nunca do lado do povo. 
superar o complexo de vira lata que a grande mídia tanto se empenha em nos impor. |
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Testes de DNA revelam raízes judaicas de Hitler O homem que odiava os judeus tinha descendência judaica.
E também africana. A informação é do jornal israelense Haaretz. O jornal esclarece que a descoberta foi feita a partir do trabalho de geneticistas, que identificaram grupos de cromossomos denominados haplogrupos – “impressões digitais genéticas”. O estudo foi publicado na Bélgica pela revista Knack, que localizou parentes de Hitler na Áustria, terra natal do Fuhrer, e nos Estados Unidos. "Os resultados deste estudo são surpreendentes", disse Ronny Decorte, geneticista entrevistado por Knack. O haplogrupo dominante de Hitler, E1b1b, é relativamente raro na Europa Ocidental - mas não é incomum entre 25 por cento de gregos e sicilianos que aparentemente adquiriram os genes da África. Já entre os africanos, o grupo dominante é de tribos berberes do Marrocos, Argélia, Tunísia e Somália, com o percentual de 50 a 80 por cento. O mais extraordinário, ainda de acordo com os geneticistas, é que o haplogroup dominante em Hitler é o segundo mais comum em judeus Ashkenazi. Por enquanto, em Israel, o silêncio é sepulcral. A verdade é que para os historiadores isso não chega a ser surpreendente, pois sempre houve controvérsias sobre o clã de Hitler. Quanto à ideologia racista do nazismo, basta ver o comportamento dos governantes sionistas de Israel. Até muro para segregar os semitas palestinos eles construíram. Clique em "http://www.haaretz.com/jewish-world/dna-tests-reveal-hitler-s-jewish-and-african-roots-1.309938 para ler, em inglês, a matéria do jornal israelense Haaretz. Fonte: http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2010/08/deu-no-haaretz.html Marco Sua opinião:
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Não existe mel sem abelhas  Durante mais de 180 anos a direita comandou o Brasil e construiu a mais cruel distribuição de renda do mundo. Era óbvio que essa ganância não produziria simpatizantes entre os prejudicados. Isso não aconteceu só no Brasil, mas também em muitos países da América. Até nos Estados Unidos, o líder mundial do sistema capitalista, a sua elite foi com sede exagerada ao pote e deu no que deu... De repente, o brasileiro, como a grande maioria pobre desses países, descobriu que, como o elefante, se usasse a força que tem, seria dono do circo. Pois é. Os prejudicados estão tomando posse do circo. Mas deveriam não provocar conflitos de castas. Coisa que, temos que admitir, o Lula está fazendo. Eles são maioria e, conseqüentemente, têm a maioria dos votos. Simples questão aritmética. Portanto, se as elites quiserem voltar ao poder, deveriam deixar de ser essa caricatura de elite e suavizar seus apetites financeiros. Infelizmente, a elite parasita ainda não aprendeu a transformar-se em elite produtiva, com novas idéias e projetos modernos. Quer continuar naquele Brasil colonial. Contando com a parceria dos grandes veículos, tenta diminuir o sucesso dos governos da “ralé”. Isso, é evidente, não conquista votos. Criticar, caluniar, condenar, assassinar reputações, CPIS, dossiês, não funciona, torna-a mais impopular. Chove no molhado de uma área cada vez menor. O apoio de veículos que perdem diariamente credibilidade é inútil. Ou causam o efeito contrário. Basta ver as pesquisas. Mesmo com a imensa crise mundial, os governos populares continuam com altos índices de aceitação. E os governos elitistas cada vez mais complicados. Que fazer agora? Precisam superar esse sonho de apartheid ou de democracia sem povo e se juntarem à maioria, participando da construção de um novo país com o apoio de sua mídia. Um país com alma de matriz, mais brasileiro, com uma justiça justa, produtivo, com saúde, boas escolas, com uma distribuição de renda humana e inteligente, com padrão de vida melhor para todos. |
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